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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Confiança no cuidado de Deus: milagre

A partir do dia 3 de maio o corpo da minha irmã começou a reagir e apresentar melhoras, de forma que o inchaço do cérebro não mais se desenvolvia. Quando médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos entravam no quarto da UTI para examiná-la e fazer procedimentos de rotina ela reagia bem a todos os comandos e estímulos que eles solicitavam. O lado esquerdo do corpo apresentava bons sinais, ela mexia a perna esquerda, a mão esquerda e apresentava um sorrisinho de lado, ou seja, respondia a todas as perguntas mexendo a cabeça e a todos os comandos com o lado esquerdo do corpo. Ainda no dia 3 de maio a fonoaudióloga tentou dar-lhe sopa para comer, mas ela ainda não estava com coordenação para mastigar e engolir. Um passo de cada vez era dado. Seu corpo já demonstrava bons sinais ao conseguir fazer as necessidades fisiológicas, sem nunca ter utilizado sonda externa.
Ao receber a visita de um pastor amigo, ele começou a conversar quando ela estava dormindo, mas ela abriu os olhos e deu um sorrisinho de lado pra ele. Ele orou por ela e quando ele falou que ela ainda iria voltar para casa para cuidar do filho e do esposo ela chorou, o que era considerado um ótimo sinal. Ela estava reagindo muito bem, reconhecendo as pessoas e interagindo com demonstração de alegria e emoção. Ela também fechava os olhos na hora da oração e os abria ao final naturalmente, mostrando que sabia de tudo que se passava ali. 
No dia 4 de maio, ela continuava interagindo, sorrindo e evoluindo sempre, mesmo que em passos curtos. Os médicos demonstravam animação com essa evolução. Nesse dia ela ganhou uma foto 3x4 de seu filho de 3 anos e não quis mais largá-la. Quando a fisioterapeuta, querida amiga nossa, foi visitá-la, minha irmã se mostrou muito inquieta, mas ela não entendia por quê. Minha irmã então fez grande esforço para se virar com o lado esquerdo de forma que ela não tinha feito ainda, só para mostrar que a foto tinha caído no chão. Após conseguir a foto ela se tranquilizou novamente e pediu para colocá-la ao lado da cama.
Até o dia 5 de maio ela se alimentava por sonda gástrica, porém nesse mesmo dia ela conseguiu começar a engolir a sopa dada pelos enfermeiros e os profissionais da saúde a colocaram assentada em uma poltrona.
Além das maravilhosas evoluções apresentadas nesses dias, ainda recebemos a maravilhosa notícia dos médicos informando que minha irmã não estava mais correndo o risco de vida, mas ainda com um quadro que inspirava cuidado.
No dia 7 de maio tivemos uma grata alegria: minha irmã estava na UTI somente para monitoração e realização de mais alguns exames de controle, pois ela acordou muito bem e o estado de sonolência já havia passado e agora ela se apresentava bem acordada. Às 16h, no horário que é permitido a visita na UTI, eu voltei a visitá-la com minha mãe e realmente tivemos a grande satisfação de encontra-la bem acordada e a visita foi bem agradável. No finalzinho da visita o médico veio para apresentar o relatório daquele dia e disse que ela receberia alta logo em seguida, sairia da UTI e seguiria para o quarto. A notícia irradiava alegria em nosso coração!
Nós glorificávamos a DEUS, pois dia a dia Ele havia concedido grandes bênçãos. A evolução da minha irmã é diária e mesmo que se manifeste de pouquinho em pouquinho estamos vendo o milagre vindo de DEUS.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: em família

Imagem: Family por Bruno, usada sob CC BY-NC-ND 2.0

Por volta das vinte e uma horas meu marido me buscou no serviço e fomos direto para casa dos meus pais. Ao chegamos, reunimo-nos todos em família para conversamos sobre a situação delicada que minha irmã se encontrava. Estavam todos presentes do núcleo familiar: pai, mãe, cunhado, marido e eu. Meu sobrinho estava dormindo. Minha mãe contou todos os fatos ocorridos naquela tarde e enfatizou a frase dos médicos ao fim da visita a minha irmã, pedindo que ela esperasse a notícia sobre a necessidade de realizar a cirurgia. Dependendo de como o corpo dela reagisse naquela noite, talvez fosse necessário realizar a cirurgia às pressas. Se o telefone tocasse, algo relacionado a isso poderia ser dado como notícia. Não era comum que os médicos falassem que talvez entrariam em contato, pois quando o período de visita era encerrado, os familiares só poderiam ter notícia de seu ente internado na UTI por meio do boletim médico das vinte e duas horas, contendo breve e curta análise periódica do paciente. Raramente o hospital ligava para casa do paciente para transmitir alguma notícia.
Como família, aquela notícia nos deixava apreensivos. Então, reunidos, nós sabíamos que tínhamos que continuar orando e confiando no Senhor apesar de tudo. Uma situação nada fácil. Por alguns momentos conversarmos sobre como seria se minha irmã inevitavelmente viesse a fazer essa cirurgia ou como seria se Deus a quisesse levar. Claro que um pouco de tudo passava pela cabeça, mas em nenhum momento nós perdíamos o foco, pois estávamos sempre conscientes que Deus estava no controle de tudo. Entregávamos o desejo do nosso coração ao Senhor, pois naquele momento nossa oração era para que o cérebro da minha irmã desinchasse, que em nenhum momento ela precisasse fazer a cirurgia e que, assim, seu corpo fosse restaurado, completando a cura. Nosso grande desejo era que o Senhor fizesse o melhor segundo Sua vontade, e era para isso que intercedíamos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: reflexiva

Fonte: Reflectivo por jenlen, usada sob CC BY-NC-ND 2.0. 

No dia 2 de maio, enquanto minha mãe estava no hospital, eu estava no trabalho e aguardava ansiosa por notícias da minha irmã. Por volta das 19h eu estava voltando do meu horário de intervalo na biblioteca universitária onde trabalho quando encontrei o pastor que é cunhado do meu cunhado e sua esposa. Ela é aluna da universidade e tinha ido devolver alguns livros na biblioteca. Ela é a mesma que acompanhou minha irmã na ambulância no dia do acidente.
Ao nos encontrarmos, o pastor, acompanhado de sua esposa, amavelmente e calmamente contou-me que tinha ido aquela tarde ao hospital visitar minha irmã. Como ainda não havia conversado com minha mãe sobre como foi a visita daquele dia, o pastor me deixou a par dos acontecidos presenciados em sua visita. Então, ele me disse que durante sua visita a minha irmã, a equipe médica entrou no quarto da UTI para examiná-la e os médicos deram ênfase do caso dela ser delicado e que mesmo ela tendo apresentado boas reações, não significava uma melhora. O quadro dela continuava a inspirar muito cuidado e devíamos orar muito a Deus.
Conversamos um pouco a respeito de tudo que estava acontecendo naqueles últimos dias em nossas vidas.  Como família, nós estávamos vivendo momentos bem delicados, pois o pastor tinha a poucos dias voltado do enterro de seu pai. A sogra da minha irmã estava se recuperando da cirurgia de três pontes de safena pós-infarto e naquele momento analisamos o caso de tudo que aconteceu com minha irmã. Contei sobre o medo que tinha de perdê-la e algo que rondava meus pensamentos: o sentimento estranho de nunca na vida ter passado por situações tão difíceis, como a de alguém muito próximo ter morrido, ter uma doença grave ou uma situação como aquela que vivenciávamos. Após esse diálogo agradeci a ele por ter me dado notícias respeito da minha irmã e disse que sabíamos que deveríamos perseverar na oração.  Despedimo-nos e voltei ao trabalho.
Eu deveria sair do trabalho somente às 22h, mas naquele dia somente meu corpo estava presente. Minha mente volta e meia percorria os pensamentos sobre minha irmã. Conversei com uma de minhas colegas de trabalho sobre a situação delicada que ela se encontrava no hospital e vi o quanto eu estava frágil. Achamos por bem que eu fosse embora, não conseguiria mais trabalhar adequadamente naquele dia. Liguei para meu marido me buscar, logo em seguida liguei pra minha mãe e falei que sairia mais cedo e passaria em sua casa. Ela disse que eu fazia bem, que precisávamos conversar em família.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: esperada visita

Logo após o encontro com a irmã da igreja, minha mãe renovou suas forças e entrou para a visita. Ao entrar no quarto de UTI, olhou para minha irmã e viu que ela estava num sono profundo. Chamou-a pelo seu nome, tocou-a suavemente, mas não houve nenhuma reação de sua parte, nenhuma resposta a sua interação. Logo chegou a equipe médica. Nesse momento meu cunhado não estava mais acompanhando minha mãe, pois teve que ficar com meu sobrinho do lado de fora da UTI. Crianças não tem permissão para entrar na UTI e o pequeno estava muito abalado e sensível com toda essa situação.
Portanto a equipe médica conversou somente com minha mãe. Eles voltaram mais uma vez a afirmar que o estado dela era muito grave pelo fato da lesão ter atingido uma grande parte do cérebro do lado esquerdo, que estava ainda muito inchado. A solução encontrada era uma intervenção cirúrgica, o que também era muito ariscado. Pela terceira vez ouvimos esse tipo de afirmação por parte da equipe médica. Em todas as oportunidades eles eram incisivos e diretos tentando alertar-nos e deixar claro o quanto a situação era delicada.
Pelo olhar da equipe médica minha mãe entendia como se eles quisessem transmitir a mensagem de que já sentiam muito pela perda da minha irmã. Inclusive a psicóloga da UTI chegou a oferecer apoio psicológico, e deixou claro sua preocupação com meu sobrinho. Chegou a dizer havia um padre que em breve estaria ali e que se ela quisesse, poderia dar a bênção a minha irmã. Minha mãe agradeceu e falou que ela já estava bem amparada pelos nossos pastores.
Durante a visita a equipe médica examinou minha irmã e disseram que dentro de uma hora voltariam para examiná-la novamente. De hora em hora os médicos a examinavam: olhavam as pupilas, davam batidinhas nos joelhos, nas solas dos pés passavam um objeto para ver se reagia, mas ela não tinha reação positiva.
Com a saída de todos, minha mãe pode ficar a sós com minha irmã. Apesar de sua falta de reação, sua esperança seguia sempre viva.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: conforto e esperança

O dia 2 de maio em minha perspectiva pode ser considerado o mais crítico de todo esse período e o que mais abalou nossas estruturas. Por mais que a família visse o corpo da minha irmã reagindo ao visitá-la na UTI, os médicos sempre frisavam que seu quadro era considerado grave e delicado, devendo-se ficar sob estrita observação, com sério risco de morte. Afinal, ela ainda corria risco de passar pela cirurgia causada do inchaço do cérebro.
As visitas na UTI ocorriam sempre às 16h com período de duração de 20 min., sendo que por dia somente poderia entrar duas pessoas. Então, nosso núcleo familiar revezava cada dia para que cada um tivesse a oportunidade de ver minha irmã. Além das duas visitas, minha irmã era visitada pelos pastores de nossa igreja, tio e dois cunhados do meu cunhado que também são pastores. Como é sabido, sacerdotes tem autorização para ingressar no hospital a qualquer hora do dia e da noite para ministrar assistência religiosa, desde que autorizado pelo visitado ou por sua família. 
No dia 2 de maio meu cunhado e minha mãe foram visitar minha irmã. Como nesse dia ainda não tinha tido a oportunidade de realizar a visita vou compartilhar a experiência que minha mãe vivenciou. Ela relatou que ao chegar à sala de espera do hospital, notou a presença de uma querida irmã da igreja. Ela é uma profissional muito ocupada, portanto minha mãe ficou surpresa por ela ter deixado todos os seus compromissos para estar ali a sua espera. Como minha mãe nesse dia estava bem abalada, essa irmã, ao ver minha mãe chegando, já foi logo ao seu encontro, abraçou-na tentando a confortar. Ela disse que estava ali para a consolar e dizer-na para que não chorasse e nunca desistir de sua filha, pois minha irmã até poderia estar desenganada pelos médicos, mas nada era impossível para Deus. Visto que, algum tempo atrás Deus tinha curado sua filha de uma enfermidade muito grave, que também a havia deixado por algum tempo internada na UTI, mas Deus havia ouvido sua oração e da igreja e sua filha foi curada. Ela aconselhou minha mãe a fazer da mesma forma que ela fez com sua filha, dizendo que quando entrasse na UTI, era para ela se debruçar sobre minha irmã, e clamar a Deus em seu favor, de forma que sua oração, juntamente com a de todos que tinham o conhecimento do caso dela e que estavam intercedendo a seu favor dela. Ela disse que esperava que assim Deus haveria de ouvir e responder conforme Sua vontade.
Mesmo sem muitas boas notícias por parte dos médicos, seguíamos apegados ao que Deus não deixava faltar em nossos corações: a esperança.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: refrigério

Quando internada na UTI, o quadro que minha irmã encontrava-se era de sonolência, respiração estável e aguardávamos seu corpo reagir. Por poucos momentos ela ficava acordada. Inicialmente a ela somente foi administrado soro na veia, porém, por causa da sonolência e por ainda estar no início da reação ao trauma ela encontrava-se temporariamente sem poder deglutir os alimentos, por isso ligaram a ela uma sonda gástrica, além de um monitor de pressão.
Pela análise clínica o seu quadro era considerado grave, devendo-se ficar sob estrita observação, pois pelo trauma sofrido na parte esquerda do cérebro com comprometimento de 60% o cérebro estava sendo comprimido dentro do crânio por estar inchado e que lhe provocava a sonolência. Se a compressão não diminuísse, havia o risco de inchar mais e, nesse caso, teria que ser realizada uma cirurgia de emergência em que seu crânio teria que ser aberto.
Apesar da situação delicada em que se encontrava, dentro das primeiras 24h internada, ela começou a fazer os primeiros movimentos com o lado esquerdo do corpo, aquele que não sofreu comprometimento com acidente no cérebro. Ela ajeitou a coberta com a mão esquerda, mexia a perna esquerda e abria os olhos. Nos momentos em que abriu os olhos e alguém estava por perto ela já começava a ensaiar algumas interações. Mas os médicos sempre alertavam que apesar dela estar respondendo alguns estímulos seu quadro era muito grave e delicado, com sério risco de morte, situação que, segundo eles, "inspirava cuidado".
Naturalmente, essa situação abalava toda a família. Lembro-me que no dia 2 de maio, logo cedo, ao acessar a internet vi uma publicação da minha mãe do texto bíblico de João 9.1-7:

1 Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2 E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3 Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.
4 É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo
6 Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego,
7 dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.

Em sua publicação minha mãe mostrava que apesar de inicialmente estar angustiada com toda a situação que estávamos sofrendo, após a essa leitura sentiu um refrigério na alma. Sabia que Deus estava cuidando da Patrícia. Creu que Ele, o mesmo Deus que havia curado um cego de nascença, entre tantos outros milagres, tem poder para preservar o cérebro da minha irmã e curá-la.
Em cada momento a Graça de Deus mostrava-se intimamente presente

REFERÊNCIAS

João. Português. A BÍBLIA Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: orações

Até esse momento não tínhamos contado os fatos acontecidos nem para os parentes, nem para os amigos, pois estávamos aguardando sair o resultado e descobrir do que se tratava o caso dela. No momento que saíram os resultados dos exames e os médicos diagnosticaram que minha irmã tinha sido acometida de um AVC isquêmico, logo foi transmitido a informação à família, parentes, pastores da igreja, irmãos da igreja e amigos, tanto com o intuito de informar o acontecido, mas principalmente para que todos orassem, intercedendo a DEUS pela vida da minha irmã.
Assim, uma grande corrente de oração foi levantada, a qual se espalhou pelas redes sociais. Tínhamos pessoas de vários cantos do Brasil, inclusive igrejas inteiras intercedendo a favor da minha irmã.
Uma grande demonstração de carinho foi dada por uma querida conhecida de meu cunhado que morava em Brasília e atualmente mora em Curitiba. Logo que soube do que ocorreu ela tratou logo de interceder a favor da minha irmã, compartilhou o fato com sua igreja e divulgou pela internet a seguinte mensagem:

Figura 1 - Mensagem no Facebook com pedido de oração com intercessão a DEUS pela vida da minha irmã.
Fonte: Souza, 2013.

A igreja a qual pertencemos logo também divulgou rapidamente informações sobre o acidente. Como dia 1º de maio era uma quarta-feira, dia de reunião de oração e estudo bíblico, os irmãos da igreja que foram ao culto já intercederam pela vida da minha irmã. Do dia 5 de maio, o primeiro domingo após o acidente, o nome dela já constava no boletim da igreja na parte de intercessão pelos irmãos enfermos. Além disso, entendendo que era ocasião própria e adequada, foi estabelecida naquela semana que a igreja estaria em jejum e oração a favor desses irmãos.

Figura 2 - Mensagem no Boletim Dominical estabelecendo semana de jejum e oração a favor dos irmãos enfermos. 
Fonte: 2IPT, 2013.


Então, estava estabelecida uma corrente de intercessão como eu nunca havia visto antes.

REFERÊNCIAS

SEGUNDA IGREJA PRESBITERIANA DE TAGUATINGA. Jejum. Boletim Dominical, Taguatinga, DF, ano 19, n. 1243, 5 maio 2013. Disponível em: < http://www.segundaipt.org.br/img_banners_publicidade/88.pdf>. Acesso em: 27 nov. 2013. 

SOUZA, Lídia. Pedido de oração. Curitiba, 2 maio 2013. Facebook: /lidia.souza.1004. Disponível em: < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=672282472801420&id=100000590193088&set=a.102231783139828.5491.100000590193088&_ft_>. Acesso em: 27 nov. 2013.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: no hospital

Ao saírem os resultados dos exames os médicos diagnosticaram o que minha irmã tinha sofrido prematuramente, aos 30 anos de idade: ela tinha sido acometida de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Para compreender do que se trata tem-se uma definição:

O AVC é isquêmico quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem - essa condição é chamada de isquemia. A diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é o que segundo decorre do rompimento de um vaso, e não de seu entupimento. (TUDO..., 2013).

No caso dela o que ocorreu foi o ressecamento da carótida esquerda. Essa obstrução fez com que ela ficasse sem oxigênio na parte esquerda do cérebro danificando 60% deste lado do cérebro, o que comprometeu a parte motora do lado direito do corpo e a fala.
Geralmente, são as pessoas idosas que são mais atingidas pelo AVC isquêmico, pelo motivo de gordura se acumular na carótida ao longo dos anos e causar o entupimento da artéria, o que não se aplica ao caso da minha irmã. Os médicos dizem que não é comum uma pessoa nova ter esse tipo de acidente. Inicialmente foi levantada a hipótese de que as dores de cabeça que ela estava sentindo poderiam ser sinal e que teriam conduzido ao AVC adicionado à alteração na válvula do coração. Mas logo essa hipótese foi descartada, pelo fato do AVC ser isquêmico. Casos como dor de cabeça e pressão alta estão mais relacionados ao AVC hemorrágico, visto que há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso.
Enfim, somente por meio de uma longa investigação os médicos tentariam descobrir qual seria a causa que levou minha irmã até o AVC. O que não vinha ao caso naquele exato momento, pois o foco e a preocupação maior era cuidar e salvar a vida dela.
Depois do diagnóstico e tendo informado à família do que se tratava, o corpo médico frisou que apesar de constatarem que era um AVC, naquele momento eles não teriam como realizar nenhum procedimento médico. O único procedimento adequado a ser feito era aguardar o organismo dela reagir e monitorar essa reação para que assim, se fosse o caso, interferissem. De acordo com eles quando uma pessoa sofre AVC e é diagnosticado nas primeiras horas o paciente pode

se beneficiar da injeção intravenosa de um medicamento conhecido como fator de ativação tissular de plasminogênio. Esse fator ajuda na dissolução e quebra dos coágulos e deve ser administrado de 4-5 horas após o início do AVC e não pode ser administrado em pacientes com AVC hemorrágico. (TRATAMENTOS..., 2013).

No caso da minha irmã os médicos preferiram não aplicar essa injeção, pois não se sabe ao certo qual foi a hora que minha irmã sofreu o AVC. Sabemos apenas o momento que ela caiu da cama, mas não quando ocorreu o acidente no período da madrugada. De forma que eles preferirem não arriscar. Logo, eles decidiram colocá-la na UTI para que pudesse monitorá-la de forma mais adequada. Ela não precisou de aparelhos para respirar e não foi aplicado nenhum remédio, somente foi introduzido nela o cateter para o soro.
Foi informado à família que as primeiras 48h após o AVC é o momento que o organismo tentará a reagir ao trauma. Nesse momento nós, a família, juntamente aos parentes e amigos, passamos por uma grande prova de paciência para conseguir acalmar e aguardar o corpo dela reagir. Tudo que poderíamos fazer era perseverar na oração.

REFERÊNCIAS

TRATAMENTOS AVC. 2013. Disponível em: <http://www.criasaude.com.br/N11471/doencas/tratamentos-avc.html>. Acesso em: 25 nov. 2013.

TUDO sobre AVC  isquêmico: visão geral: o que é AVC isquêmico? In: Minha vida: saúde, alimentação e bem estar. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/avc-isquemico>. Acesso em: 21 nov. 2013.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bíblia + Oração = Crescimento

              No último final de semana por alguns instantes veio a minha mente um cântico que aprendi na minha infância:

Leia a bíblia

“Leia a bíblia e faça uma oração
Faça uma oração
Faça uma oração,

Leia a bíblia e faça uma oração
se quiser crescer
se quiser crescer
se quiser crescer

Leia a bíblia e faça uma oração
se quiser crescer

Quem não ora e a bíblia não lê
a bíblia não lê
a bíblia não lê

Quem não ora e a bíblia não lê
Diminuirá
Diminuirá
Diminuirá

Quem não ora e a bíblia não lê
Diminuirá”.



Após esse pequeno instante que a música permeou minha mente comecei a refletir sobre a música e lembrei-me do texto bíblico de Efésios (6: 11-18) no qual Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, escreve aos cristãos da cidade de Éfeso. Ele diz que para que o cristão tenha sucesso em enfrentar os desafios existentes no mundo, é recomendável a seguinte prática: “revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (EFÉSIOS, 6:11) . Nos versículos de Efésios (6: 14-18) Paulo descreve quais são os componentes da armadura de Deus, de forma resumida são: 1) O cinto da verdade;  2) A couraça da justiça; 3) sandálias da preparação do evangelho; 4) O escudo da fé; 5) O capacete da salvação; e 5) A espada do Espírito, que é a palavra de Deus (ALLAN, c2002). Dentre os componentes da armadura de Deus, a que me fez lembrar deste texto na hora que a música estava em minha mente foi a 5º componente, a armadura de Deus, que é a palavra de Deus, a Bíblia. E o mais peculiar é que Paulo logo em seguida à recomendação de revestir-se dos componentes da armadura de Deus, diz para alicerçar-se na oração, conforme diz Efésios (6:18) “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos”, assim conforme descreve Allan (c2002) “armados e confiando no Senhor, devemos desenvolver o hábito de oração constante”.
Dessa forma, de forma profunda e verdadeira ao cantar o cântico exposto, sente-se a necessidade de apegar-se com mais afinco à leitura da palavra de Deus e praticá-la. Além disso, também colocar mais os joelhos no chão e prostrar-se diante de Deus, orando mais para que se possa crescer na fé e no conhecimento de Deus. Claro que há também de se vestir a armadura completa de Deus, mas os outros componentes são assuntos para outra postagem. Apreciem a letra da música e foquemo-nos na meditação da palavra de Deus e alicercemo-nos na oração.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ALLAN, Dennis. Um estudo do livro de efésios. São Paulo: [s.n], c2002. Disponível em: <http://www.estudosdabiblia.net/efesios2.htm>. Acesso em: 06 dez. 2011.

BÍBLIA. Efésios. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

SALLES, Denis. Leia a bíblia. São Paulo: Globosat Programadora Ltda, [20--]. Disponível em :<http://toptvz.com.br/denis-salles/leia-a-biblia>. Acesso em: 06 dez. 2011.

sábado, 16 de outubro de 2010

Renascido da dor

Por Júlio Bastos de Araújo

"Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido" (I CRÔNICAS, 4:9-10).

Desde quando éramos criança, quando tropeçávamos, caíamos e ralávamos nossos joelhos, a nossa reação instintiva era colocar uma das mãos sobre o machucado, tentando diminuir a dor provocada por aquele ferimento (de alguma forma milagrosa, talvez). Quando crescemos e experimentamos a dor psicológica, a dor na alma, temos o mesmo instinto: buscar primeiro recursos em nós mesmo para tentar sanar a dor que nos corrói de dentro para fora. Livros de auto-ajuda, campanhas de declaração de vitória, costumes de religiões pagãs, terapia, regressão, remédios, drogas e milhares de outros recursos humanamente possíveis.
Jabez existe na Bíblia em pouquíssimas linhas. Talvez por esse motivo muito já foi inventado sobre ele, mas um fato verdadeiro e marcante é que ele, apesar de ser chamado "Com dores o dei à luz" e de estar em uma época de pouca informação disponível, confiou no Deus soberano e verdadeiro, quando o mais fácil era procurar deuses "mais humanos". Jabez, em sua pequena oração, reconhece o poderio de Deus para abençoar, destruir obstáculos, guiar no caminho correto e livrar do mal externo e interno.
A verdade é que somos provados diariamente pelas dores que sentimos. Seja ela superficial, a dor física, ou profunda, a dor na alma, sentimos dores diariamente. Mesmo que a solução final esteja em uma medicação, em uma terapia ou outros meios, a primeira atitude do cristão deve ser recorrer a Deus, que pode permitir o mal e o único que pode destruí-lo. Sabemos que nada acontece sem a permissão de Deus (MATEUS, 10:29), e a provação da dor sempre serve para nosso amadurecimento (TIAGO, 1:2-4). Jabez, pela ação do Espírito de Deus, entendeu muito bem que devemos buscar "em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça" (MATEUS, 6:33).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


BÍBLIA. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O poder da oração

E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis (MATEUS, 21:22)

O TELEFONE DE DEUS

O telefone de Deus
É a oração.
O telefone de Deus
É o joelho no chão.
Disque uma vez,
Disque duas ou três.
E se não atender e se não atender,
Disque outra vez. *

 
Nunca subestime o poder da oração. Por meio dela Deus opera grandes milagres na vida do ser humano. Ela é o meio que Deus permitiu o ser humano de se comunicar com Ele. É por meio da oração que o altar está interligado com o trono de Deus (LOPES, 2010). Deus inclina os ouvidos e escuta a oração de seu povo. Não perca mais tempo, utilize este meio maravilhoso que Deus disponibilizou a nós para apresentar súplicas a Ele. Peça perdão por seus pecados; peça-o a direção, para que Ele guie sua vida a cada dia; agradeça a Ele todas as bênçãos que você tem recebido a cada dia; curve-se diante de Deus com o coração humilde e apresente-o todas suas petições e gratidões e você experimentará das grandes ricas e maravilhosas bênçãos que somente podem ser derramadas dos céus.
Apresente já tudo o que há em seu coração diante de Deus, Ele certamente o responderá no melhor momento, mesmo que talvez não seja da forma que você espera. Quem espera nEle sabe que Ele responde sempre no momento certo e na melhor forma para a nossa vida!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.


LOPES, Hernandes Dias (Ed.). Deus ouve as orações. Cada dia, Campinas, v. 30, n. 10, 13 out. 2010.

* Não encontrado o AUTOR (Compositor, Executor, Intérprete) desta música.