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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Confiança no cuidado de Deus: milagre

A partir do dia 3 de maio o corpo da minha irmã começou a reagir e apresentar melhoras, de forma que o inchaço do cérebro não mais se desenvolvia. Quando médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos entravam no quarto da UTI para examiná-la e fazer procedimentos de rotina ela reagia bem a todos os comandos e estímulos que eles solicitavam. O lado esquerdo do corpo apresentava bons sinais, ela mexia a perna esquerda, a mão esquerda e apresentava um sorrisinho de lado, ou seja, respondia a todas as perguntas mexendo a cabeça e a todos os comandos com o lado esquerdo do corpo. Ainda no dia 3 de maio a fonoaudióloga tentou dar-lhe sopa para comer, mas ela ainda não estava com coordenação para mastigar e engolir. Um passo de cada vez era dado. Seu corpo já demonstrava bons sinais ao conseguir fazer as necessidades fisiológicas, sem nunca ter utilizado sonda externa.
Ao receber a visita de um pastor amigo, ele começou a conversar quando ela estava dormindo, mas ela abriu os olhos e deu um sorrisinho de lado pra ele. Ele orou por ela e quando ele falou que ela ainda iria voltar para casa para cuidar do filho e do esposo ela chorou, o que era considerado um ótimo sinal. Ela estava reagindo muito bem, reconhecendo as pessoas e interagindo com demonstração de alegria e emoção. Ela também fechava os olhos na hora da oração e os abria ao final naturalmente, mostrando que sabia de tudo que se passava ali. 
No dia 4 de maio, ela continuava interagindo, sorrindo e evoluindo sempre, mesmo que em passos curtos. Os médicos demonstravam animação com essa evolução. Nesse dia ela ganhou uma foto 3x4 de seu filho de 3 anos e não quis mais largá-la. Quando a fisioterapeuta, querida amiga nossa, foi visitá-la, minha irmã se mostrou muito inquieta, mas ela não entendia por quê. Minha irmã então fez grande esforço para se virar com o lado esquerdo de forma que ela não tinha feito ainda, só para mostrar que a foto tinha caído no chão. Após conseguir a foto ela se tranquilizou novamente e pediu para colocá-la ao lado da cama.
Até o dia 5 de maio ela se alimentava por sonda gástrica, porém nesse mesmo dia ela conseguiu começar a engolir a sopa dada pelos enfermeiros e os profissionais da saúde a colocaram assentada em uma poltrona.
Além das maravilhosas evoluções apresentadas nesses dias, ainda recebemos a maravilhosa notícia dos médicos informando que minha irmã não estava mais correndo o risco de vida, mas ainda com um quadro que inspirava cuidado.
No dia 7 de maio tivemos uma grata alegria: minha irmã estava na UTI somente para monitoração e realização de mais alguns exames de controle, pois ela acordou muito bem e o estado de sonolência já havia passado e agora ela se apresentava bem acordada. Às 16h, no horário que é permitido a visita na UTI, eu voltei a visitá-la com minha mãe e realmente tivemos a grande satisfação de encontra-la bem acordada e a visita foi bem agradável. No finalzinho da visita o médico veio para apresentar o relatório daquele dia e disse que ela receberia alta logo em seguida, sairia da UTI e seguiria para o quarto. A notícia irradiava alegria em nosso coração!
Nós glorificávamos a DEUS, pois dia a dia Ele havia concedido grandes bênçãos. A evolução da minha irmã é diária e mesmo que se manifeste de pouquinho em pouquinho estamos vendo o milagre vindo de DEUS.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Confiança no cuidado de Deus: esperança

Imagem: Brotinho por L. Rodrigo, usada sob CC BY-NC-ND 2.0

Passamos a madrugada do dia 2 para 3 de maio com o coração entregue a Deus e em oração, confiando no SENHOR de que não seria necessário a Patrícia passar por intervenção cirúrgica e na expectativa de não receber nenhum ligação do hospital com nenhuma notícia pesarosa. A noite transcorreu tranquilamente e o alvorecer do dia 3 de maio chegou com a mais santa paz e tranquilidade sem más notícias.
A manhã passou tão tranquila quanto a madrugada anterior e aproximou-se o horário da 16h quando permitem as visitas na UTI. Nesse dia tive o privilégio de entrar com minha mãe para visitar minha irmã. Na sala de espera, aguardando o momento de entrar, meu coração se acelerava com a expectativa de como seria reencontrar minha irmã e como eu reagiria ao vê-la no leito de UTI, pois era a primeira vez que eu a veria desde o acidente.
Ao entrar na UTI a encontramos repousando, pois ela ainda se encontrava em estado de bastante sonolência. Segurei e fiz carinho em sua mão e toquei em seu rosto. Eu e minha mãe começamos a conversar com ela para ver se ela despertava um pouco do sono e interagia conosco. Ela abriu os olhos e, como minha mãe a estava acompanhando mais de perto, observou que seu olhar apresentava um aspecto melhor. Ao despertar, ainda sonolenta, começamos a fazer algumas perguntas e ela começou a interagir, respondendo as nossas perguntas com gestos leves tanto com a cabeça, quanto com a mão esquerda. Como era a primeira vez que estava tendo contato com ela eu a senti distante e a sensação que tive era que ela não queria me ver, com uma expressão séria. Mas isso era somente impressão minha, pois a situação que ela se encontrava era muito delicada. Ela ainda estava voltando a si e reaprendendo utilizar seu corpo e sentidos de forma geral para interagir com o meio em que se encontrava.
Uma forma que usei para avaliar se ela estava consciente e a par do que estava acontecendo foi fazendo uma brincadeira: disse que ela teria que melhorar logo para voltarmos na loja de sapatos à qual fomos juntas no dia 30 de março para olhar com calma os sapatos, já que nesse dia realizamos várias atividades e não deu tempo de olhar com calma essa loja, que encontramos em um de nossos percursos. Nesse momento ela deu um sorrisinho bem leve somente com o lado esquerdo do rosto. Essa expressão produziu em mim e em nossa mãe um renovo e saltamos de alegria. Com isso, fiz outra brincadeira. Disse que eu achava que ela estava com uma expressão fechada para mim, pois, quando me viu entrando, sabia que seu marido não mais entraria naquele dia por causa à limitação de visitas da UTI. Nesse momento ela abriu um pouco mais o sorriso e saiu lágrimas em seus olhos, parecia que ela sentia um misto de emoção com alegria. Então, eu lhe tranquilizei dizendo que podia ficar feliz que o médico liberou para meu cunhado visitá-la nos últimos minutos. Eu sairia e ele entraria, mais uma vez ela apresentou um leve sorriso. No finalzinho da visita dois médicos apareceram para apresentar o relatório médico daquele dia e disseram que o quadro dela continuava a inspirar cuidado, mas que ela já havia apresentado melhoras com relação ao dia anterior e depois disseram o que nós mais ansiávamos em ouvir. Não seria mais necessário realizar a intervenção cirúrgica. O corpo dela estava reagindo e apresentando melhoras, de forma que o inchaço do cérebro não havia se desenvolvido. Escutar essas palavras foi um momento grande alegria e nos fez ter ainda mais motivos de gratidão. As esperanças aumentavam que em breve ela iria sair da UTI.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: em família

Imagem: Family por Bruno, usada sob CC BY-NC-ND 2.0

Por volta das vinte e uma horas meu marido me buscou no serviço e fomos direto para casa dos meus pais. Ao chegamos, reunimo-nos todos em família para conversamos sobre a situação delicada que minha irmã se encontrava. Estavam todos presentes do núcleo familiar: pai, mãe, cunhado, marido e eu. Meu sobrinho estava dormindo. Minha mãe contou todos os fatos ocorridos naquela tarde e enfatizou a frase dos médicos ao fim da visita a minha irmã, pedindo que ela esperasse a notícia sobre a necessidade de realizar a cirurgia. Dependendo de como o corpo dela reagisse naquela noite, talvez fosse necessário realizar a cirurgia às pressas. Se o telefone tocasse, algo relacionado a isso poderia ser dado como notícia. Não era comum que os médicos falassem que talvez entrariam em contato, pois quando o período de visita era encerrado, os familiares só poderiam ter notícia de seu ente internado na UTI por meio do boletim médico das vinte e duas horas, contendo breve e curta análise periódica do paciente. Raramente o hospital ligava para casa do paciente para transmitir alguma notícia.
Como família, aquela notícia nos deixava apreensivos. Então, reunidos, nós sabíamos que tínhamos que continuar orando e confiando no Senhor apesar de tudo. Uma situação nada fácil. Por alguns momentos conversarmos sobre como seria se minha irmã inevitavelmente viesse a fazer essa cirurgia ou como seria se Deus a quisesse levar. Claro que um pouco de tudo passava pela cabeça, mas em nenhum momento nós perdíamos o foco, pois estávamos sempre conscientes que Deus estava no controle de tudo. Entregávamos o desejo do nosso coração ao Senhor, pois naquele momento nossa oração era para que o cérebro da minha irmã desinchasse, que em nenhum momento ela precisasse fazer a cirurgia e que, assim, seu corpo fosse restaurado, completando a cura. Nosso grande desejo era que o Senhor fizesse o melhor segundo Sua vontade, e era para isso que intercedíamos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: o toque

No momento que minha mãe ficou sozinha com minha irmã no quarto da UTI ela começou a refletir sobre a devocional que fez pela manhã no texto de João (9.1-7). Se Deus havia curado um cego de nascença para que se manifestassem nele as obras de Deus, da mesma forma Deus poderia usar a vida da minha irmã como instrumento vivo para que se manifestasse nela a glória de Deus.
Junto com a nossa família todos os irmãos da igreja estavam buscando a Deus em favor dela e acreditávamos que o milagre poderia ser feito. Então, minha mãe se curvou diante do nosso Deus Grandioso e clamou pela sua misericórdia e bondade, visto que Ele era o único que poderia operar o milagre sobre a vida da minha irmã. Em sua oração minha mãe pediu que o SENHOR desinchasse o seu cérebro e que se fosse essa sua vontade, que não a levasse. Ela pedia isso pensado em meu sobrinho, em como ele ficaria sem a sua mãe e na importância que a mãe tem em todos os aspectos e fases da vida. Se mãe é insubstituível, ela faria falta em seu desenvolvimento e formação como pessoa.
Durante a oração, com os olhos fechados, minha mãe sentiu minha irmã pegando no seu braço com a mão esquerda, a mão que não sofreu perda motora, ao perceber essa reação da minha irmã, minha mãe abriu os olhos e viu minha irmã balbuciando algo. Em seguida ela aquietou-se e voltou a dormir da mesma forma que estava antes.
Naquele instante, com o coração perplexo pelo que acabara de acontecer, minha mãe voltou a orar, vivenciando uma experiência inigualável, de forma que com o seu corpo tremendo ela sentiu que Deus estava respondendo as orações. Foi um momento único.
Minha mãe já estava no quarto da UTI há cerca de uma hora. Então chegou um dos pastores, cunhado do meu cunhado, e depois novamente a equipe médica para examinar o estado clínico da minha irmã. Iniciaram os mesmos procedimentos de antes, ao tocar na sola dos pés sentiram movimento diferente do anterior. Quando foi observar as pupilas, começaram conversar entre eles. Curiosa e um pouco ansiosa, minha mãe perguntou o que estava acontecendo. Um dos médicos então respondeu que a reação apresentada pelo corpo da minha irmã era um bom sinal. Minha mãe sentiu mais aliviada e mais confiante no SENHOR. Perguntou se poderia ficar no quarto da UTI mais algum tempo e responderam que sim.
O tempo limite de visitas na UTI é de somente vinte minutos e a equipe médica não permite os visitantes ficar muito mais tempo que isso. No entanto, nesse dia os médicos deixaram minha mãe ficar dentro da UTI cerca de duas horas acompanhando minha irmã. A impressão que ela teve é que o corpo médico a deixaram ficar mais tempo como forma de despedir da minha irmã, reafirmando que o caso dela inspirava muito cuidado, sendo esse o dia mais crítico. Contrariando esse sentimento, porém, minha mãe foi para casa completamente confiante no agir de Deus.

REFERÊNCIAS

João. Português. A BÍBLIA Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: orações

Até esse momento não tínhamos contado os fatos acontecidos nem para os parentes, nem para os amigos, pois estávamos aguardando sair o resultado e descobrir do que se tratava o caso dela. No momento que saíram os resultados dos exames e os médicos diagnosticaram que minha irmã tinha sido acometida de um AVC isquêmico, logo foi transmitido a informação à família, parentes, pastores da igreja, irmãos da igreja e amigos, tanto com o intuito de informar o acontecido, mas principalmente para que todos orassem, intercedendo a DEUS pela vida da minha irmã.
Assim, uma grande corrente de oração foi levantada, a qual se espalhou pelas redes sociais. Tínhamos pessoas de vários cantos do Brasil, inclusive igrejas inteiras intercedendo a favor da minha irmã.
Uma grande demonstração de carinho foi dada por uma querida conhecida de meu cunhado que morava em Brasília e atualmente mora em Curitiba. Logo que soube do que ocorreu ela tratou logo de interceder a favor da minha irmã, compartilhou o fato com sua igreja e divulgou pela internet a seguinte mensagem:

Figura 1 - Mensagem no Facebook com pedido de oração com intercessão a DEUS pela vida da minha irmã.
Fonte: Souza, 2013.

A igreja a qual pertencemos logo também divulgou rapidamente informações sobre o acidente. Como dia 1º de maio era uma quarta-feira, dia de reunião de oração e estudo bíblico, os irmãos da igreja que foram ao culto já intercederam pela vida da minha irmã. Do dia 5 de maio, o primeiro domingo após o acidente, o nome dela já constava no boletim da igreja na parte de intercessão pelos irmãos enfermos. Além disso, entendendo que era ocasião própria e adequada, foi estabelecida naquela semana que a igreja estaria em jejum e oração a favor desses irmãos.

Figura 2 - Mensagem no Boletim Dominical estabelecendo semana de jejum e oração a favor dos irmãos enfermos. 
Fonte: 2IPT, 2013.


Então, estava estabelecida uma corrente de intercessão como eu nunca havia visto antes.

REFERÊNCIAS

SEGUNDA IGREJA PRESBITERIANA DE TAGUATINGA. Jejum. Boletim Dominical, Taguatinga, DF, ano 19, n. 1243, 5 maio 2013. Disponível em: < http://www.segundaipt.org.br/img_banners_publicidade/88.pdf>. Acesso em: 27 nov. 2013. 

SOUZA, Lídia. Pedido de oração. Curitiba, 2 maio 2013. Facebook: /lidia.souza.1004. Disponível em: < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=672282472801420&id=100000590193088&set=a.102231783139828.5491.100000590193088&_ft_>. Acesso em: 27 nov. 2013.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: no hospital

Ao saírem os resultados dos exames os médicos diagnosticaram o que minha irmã tinha sofrido prematuramente, aos 30 anos de idade: ela tinha sido acometida de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Para compreender do que se trata tem-se uma definição:

O AVC é isquêmico quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem - essa condição é chamada de isquemia. A diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é o que segundo decorre do rompimento de um vaso, e não de seu entupimento. (TUDO..., 2013).

No caso dela o que ocorreu foi o ressecamento da carótida esquerda. Essa obstrução fez com que ela ficasse sem oxigênio na parte esquerda do cérebro danificando 60% deste lado do cérebro, o que comprometeu a parte motora do lado direito do corpo e a fala.
Geralmente, são as pessoas idosas que são mais atingidas pelo AVC isquêmico, pelo motivo de gordura se acumular na carótida ao longo dos anos e causar o entupimento da artéria, o que não se aplica ao caso da minha irmã. Os médicos dizem que não é comum uma pessoa nova ter esse tipo de acidente. Inicialmente foi levantada a hipótese de que as dores de cabeça que ela estava sentindo poderiam ser sinal e que teriam conduzido ao AVC adicionado à alteração na válvula do coração. Mas logo essa hipótese foi descartada, pelo fato do AVC ser isquêmico. Casos como dor de cabeça e pressão alta estão mais relacionados ao AVC hemorrágico, visto que há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso.
Enfim, somente por meio de uma longa investigação os médicos tentariam descobrir qual seria a causa que levou minha irmã até o AVC. O que não vinha ao caso naquele exato momento, pois o foco e a preocupação maior era cuidar e salvar a vida dela.
Depois do diagnóstico e tendo informado à família do que se tratava, o corpo médico frisou que apesar de constatarem que era um AVC, naquele momento eles não teriam como realizar nenhum procedimento médico. O único procedimento adequado a ser feito era aguardar o organismo dela reagir e monitorar essa reação para que assim, se fosse o caso, interferissem. De acordo com eles quando uma pessoa sofre AVC e é diagnosticado nas primeiras horas o paciente pode

se beneficiar da injeção intravenosa de um medicamento conhecido como fator de ativação tissular de plasminogênio. Esse fator ajuda na dissolução e quebra dos coágulos e deve ser administrado de 4-5 horas após o início do AVC e não pode ser administrado em pacientes com AVC hemorrágico. (TRATAMENTOS..., 2013).

No caso da minha irmã os médicos preferiram não aplicar essa injeção, pois não se sabe ao certo qual foi a hora que minha irmã sofreu o AVC. Sabemos apenas o momento que ela caiu da cama, mas não quando ocorreu o acidente no período da madrugada. De forma que eles preferirem não arriscar. Logo, eles decidiram colocá-la na UTI para que pudesse monitorá-la de forma mais adequada. Ela não precisou de aparelhos para respirar e não foi aplicado nenhum remédio, somente foi introduzido nela o cateter para o soro.
Foi informado à família que as primeiras 48h após o AVC é o momento que o organismo tentará a reagir ao trauma. Nesse momento nós, a família, juntamente aos parentes e amigos, passamos por uma grande prova de paciência para conseguir acalmar e aguardar o corpo dela reagir. Tudo que poderíamos fazer era perseverar na oração.

REFERÊNCIAS

TRATAMENTOS AVC. 2013. Disponível em: <http://www.criasaude.com.br/N11471/doencas/tratamentos-avc.html>. Acesso em: 25 nov. 2013.

TUDO sobre AVC  isquêmico: visão geral: o que é AVC isquêmico? In: Minha vida: saúde, alimentação e bem estar. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/avc-isquemico>. Acesso em: 21 nov. 2013.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: o encontro

Ao chegar ao portão da casa observamos que a ambulância do SAMU já havia chegado. Meu pai tinha ligado para uma das irmãs do meu cunhado para acompanhar minha irmã na ambulância, pois ela é uma ótima pessoa para cuidar e lidar com essas situações. Quando entramos no portão encontramos com ela, com seu filho mais velho que fora leva-la e com meu pai. A equipe do SAMU já estava no quarto e já tinham colocado minha irmã na maca. Eles fizeram alguns testes para ver seus sinais vitais. Mediram a pressão e verificaram que não estava alterada, estava no normal dela. Minha irmã tomava remédio de pressão já fazem uns nove anos. Ela não era hipertensa, a causa dela tomar remédio de pressão era algo mais simples. Uma das válvulas cardíacas de seu coração não apresenta um fechamento adequado, causando sinais e sintomas de aumento dos batimentos cardíacos, o que acelera o coração e aumenta a pressão sendo assim necessário tomar o remédio, mas nada que comprometesse sua saúde.
Quando chegamos dentro do quarto a cena que nos deparamos foi minha mãe ajoelhada na cama chorando e clamando a Deus. Meu sobrinho estava em cima da cama olhando para minha irmã e dizendo, "Olha! Mamãe doente". Meu cunhado ajudava o SAMU abrindo espaço dos móveis do quarto para que a maca pudesse ser tirada de lá. A cena dela saindo do quarto é a que mais me marcou, o único movimento do corpo que ela fazia era mexer os olhos, um olhar amplo que olhava para todas as direções sem foco. Minha vontade é de que ela estivesse ali olhando para mim e que me escutasse quando eu disse: "Eu te amo muito".
Minha irmã foi levada para o hospital que sempre consultamos, próximo de casa. Acompanhando-a ao hospital foram meu cunhado e sua irmã. Ao chegarem ao hospital, os médicos ao, examinando-a, inicialmente não souberam dizer o que ela tinha e disseram ser necessário fazer vários exames para emitirem um diagnóstico. Enquanto isso, ela ficou em observação na sala de emergência em monitoramento constante. Ela não mudou de reação e continuava somente com os olhos abertos e sem nenhum movimento no corpo. Os médicos não utilizaram de nenhum procedimento enquanto não saiu o resultado dos exames, pois ela respirava normal e os batimentos cardíacos também estavam normais. Na visão da equipe médica o procedimento era aguardar os exames.
Em casa com minha mãe, estávamos apreensivos, porém sempre confiantes de que o Senhor estava no controle de tudo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Confiança no cuidado de Deus: a notícia

Inicialmente, para contextualizar a respeito da experiência que será relatada é necessário falar um pouco a respeito da minha família. Nasci em um lar cristão. Tanto meus avós paternos quanto os maternos receberam ensinamentos cristãos vindo da Igreja Presbiteriana do Brasil. O núcleo familiar no qual nasci é composto por quatro pessoas: pai, mãe, irmã e eu. Minha irmã é a primogênita, casada a oitos anos e tem um filhinho de três anos. Também sou casada há dois anos e ainda não possuo filhos. Temos um laço de união e harmonia imensa, portanto um dos maiores receios que sempre tive na vida era do momento em que teria que receber uma má notícia sobre a vida de algum familiar. Sempre rondava minha mente a forma como reagiria a perda de alguém tão próximo de mim. Sempre que me pegava pensando nisso intercedia a Deus e pedia que me preparasse para saber lidar com essas situações e me fizesse forte e confiante nEle. De forma que nem podia imaginar que em tão breve receberíamos uma má notícia. Mas apesar do futuro incerto, eu sempre tive no coração a certeza que Deus estava cuidando de tudo.
A experiência que desejo partilhar começa na madrugada do dia 1º de maio de 2013. Por volta da cinco horas da manhã de um feriado recebo a ligação do meu pai. Quando ouvi meu celular tocando e vi que era meu pai me ligando, naquele momento sabia que alguma má notícia receberia, porque meu pai sempre me liga para conversar questões pontuais e, se era numa hora como aquela, eu já deveria preparar meu coração. Antes de atender o telefone já acordei meu marido e disse que meu pai estava ligando e que eu sabia que algo sério estava acontecendo. No momento que atendi o celular o meu pai disse: “filha, sua irmã está passando mal e chamamos o SAMU, se arruma e vem para cá ficar com sua mãe”. Ele somente falou isso e desligou o telefone.
Naquele exato momento eu pensei que ela devia estar sofrendo uma crise forte de enxaqueca, pois a semana toda ela estava sentindo dores de cabeça, junto a outros sintomas. Inclusive ela foi ao médico, que a receitou um atestado por dois dias. Porém, no caso dessas dores ela estava achando muito estranho, pois o histórico familiar que temos de enxaqueca é provocado por algum alimento que ingerimos, o organismo não processa bem e acabamos tendo dores e isso geralmente não ocorre mais de uma vez na semana. Demora às vezes meses para os sintomas retornarem se cuidarmos bem da alimentação e tomarmos algumas precações. O que vem no caso nesse momento é que achei que era uma crise de enxaqueca, mas ao momento que desliguei o telefone processei o que meu pai tinha falado e pensei que se estavam chamando o SAMU era algo muito sério, não seria somente uma simples enxaqueca, pois quando temos enxaqueca nem procuramos o médico, sempre tratamos em casa. Então liguei novamente para meu pai e perguntei com detalhes o aconteceu. Ele explicou que ela caiu da cama e estava sem movimentar o corpo, que estava bem rígido, com a boca cerrada e somente com os olhos aberto, porém sem expressão.
Ao desligar o telefone contei o fato ao meu marido e a primeira reação que tivemos foi orar a Deus. Pedi ao Senhor que colocasse a sua mão de graça sobre a cabeça da minha irmã. Não sabíamos o que tinha acontecido, mas pedi que preservasse e restaurasse a cabeça dela, que nada acontecesse com sua mente e que se ela tivesse alguma lesão, que Ele a restaurasse. Também pedi de coração que eu conseguisse lidar com essa notícia e estivesse preparada para apoiar minha família, principalmente minha mãe, a qual eu sabia era a pessoa que mais precisaria de mim. Levantamos, nos arrumamos em alguns minutos e fomos para casa da minha irmã. Quanto mais me aproximava de encontrá-la, mais eu ficava apreensiva.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dia de recomeçar

Após um ano e seis meses sem publicar nenhuma reflexão no blog, volto a escrever para continuar a missão que este blog tem de propagar o evangelho, anunciando a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador do mundo por intermédio de reflexões que vivifiquem a mente do leitor por meio de versículos bíblicos, músicas, hinos e textos.
Para retomar as reflexões no blog vejo que a publicação mais apropriada e adequada nesse momento é de compartilhar com vocês a experiência que eu, minha família e amigos estamos vivenciando a seis meses e vinte dias. Uma experiência que reflete a plena expressão do amor, cuidado e proteção Divina.
Realizarei um relato contado a experiência em várias postagens. Como introdução quero deixar a mensagem publicada hoje no Devocionário Cada Dia, a qual reflete exatamente a situação que eu e minha família experimentamos alguns meses atrás.

O TEMOR DAS MÁS NOTÍCIAS

“Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, 
disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente”
Mc 5.36

Jairo era líder de uma sinagoga e respeitado entre seu povo. Uma enfermidade impiedosa colocou suas mãos geladas sobre sua filha única, de apenas doze anos. Nem o dinheiro nem o prestígio de Jairo puderam socorrer sua filha. Então, correu ao encontro de Jesus e suplicou ao Mestre para ir com ele à sua casa.  Seu caso era urgente e sua dor imensa. 
Seu problema era insolúvel, mas Jairo entendia que se Jesus impusesse as mãos sobre sua filha, ela ficaria curada. Quando estavam a caminho, chegou um emissário, dizendo: “Não incomodes mais o Mestre, sua filha morreu”. Essa má notícia fuzilou o coração de Jairo. Jesus, porém, lhe disse: “Não temas, crê somente”. Quando Jesus caminha conosco não precisamos ter medo de más notícias. 
Quando Jesus caminha conosco nossas causas perdidas têm solução. Quando Jesus caminha conosco a fé pode triunfar sobre o medo. Quando Jesus caminha conosco a morte não tem a última palavra. Quando Jesus caminha conosco o choro é substituído pela alegria. Quando Jesus caminha conosco o solo da ressurreição, prevalece sobre o coral da morte.
Ore
Senhor Deus, confesso que tenho muito medo de receber más notícias. Entretanto, eu nunca vou me esquecer da boa notícia de que tu me amas incondicionalmente. Em nome de Jesus. Amém.


REFERÊNCIAS

LOPES, Hernandes Dias. O temor das más notícias. Cada dia, Campinas, v. 33, n. 11, 21 nov. 2013. Disponível em: <http://www.lpc.org.br/cada-dia>. Acesso em: 21 nov. 2013.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Olhando os Lírios

                Vaso com oito flores de lírios alaranjados e quatro botões              

Na semana passada fui presenteada pelo meu marido com um lindo vaso de lírios alaranjados, cujos botões estão se abrindo de forma esplêndida e maravilhosa durante os dias desta semana. É impossível aos meus olhos alguém não observar a magnífica beleza da criação de Deus por meio dessa planta, estou encantada a cada momento que olho para as flores e vejo a beleza em cada uma delas, contemplando ali também a perfeição de Deus em sua criação. Ao observá-las lembrei do texto bíblico situado em Mateus (6:25-29), o qual refere-se à ansiedade do ser humano em obter o sustento diário para a vida, como a comida e a bebida, e da mesma forma a ansiedade referente ao nosso corpo, pelo que havemos de vestir. No referente texto bíblico nos é ensinado que não devemos ficar ansiosos com cousa alguma, pois da mesma forma que Deus criou o homem (GENÊSIS, 1:27), Ele é quem sabe do que necessitamos. Assim, é Ele que nos sustenta, cuida e providencia tudo em nossa vida, basta entregar, esperar e confiar nEle (SALMOS, 37:3-5).
Porém, como somos naturalmente ansiosos, Deus nos chama a atenção por meio da escrituras para o fato de que não devemos agir assim e nos indaga “não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? (MATEUS,6:25) e repreende dizendo:

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles (MATEUS, 6: 26-29, GRIFO NOSSO).

            Assim, ao olhar para minhas belas flores lembrei-me desse texto e mesmo já o tendo lido várias vezes, mesmo sabendo de sua importância e mesmo tentando me controlar, entregar a Deus a ansiedade que muitas vezes tenho em minha vida, somente no momento que pude contemplar esses lírios é que pude entender verdadeiramente o quanto “nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles” (MATEUS, 6: 29) e enxergar a mancada que nos seres humanos damos diariamente quando não confiamos em Deus ou paramos para pensar por alguns instantes nisso: dizemos que cremos em Deus, que confiamos nEle, mas verificamos realmente que no fundo há muito que entregar e exaltar o Seu nome que é sublime, soberano e verdadeiramente digno de louvor. Reflitamos e olhemos para esses lírios lindos, 

            Vaso de lírios alaranjados    
“pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? [...] De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (MATEUS, 6:30,32-34).


                Com esses ensinamentos busquemos primeiramente o nome de Deus, tenhamos fé e confiemos nEle e assim Ele providenciará e satisfará o desejo de nosso coração conforme a vontade dEle.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.



sábado, 9 de abril de 2011

Deus é o nosso refúgio

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desanimados; abatidos, porém não destruídos [...] Por isso, não desanimados; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2 CORINTIOS, 4: 8-16).


         Nos últimos dias, no Brasil e no Mundo temos visto acontecer várias tragédias que nos deixam atemorizados e abalados. Muitas pessoas estão passando por momentos bastante difíceis e atribulados, enfrentando circunstâncias que parecem sem saída. Constatamos isso quando ouvimos e vemos que um homem invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Rio de Janeiro e atirou em alunos. Também ficamos apreensivos ao saber sobre os ataques que a Líbia está sofrendo, do mesmo modo quando vemos os efeitos do Tsunami que devastou o Japão, e que agora esse país atravessa a mais grave crise nuclear desde o desastre de Chernobyl, na extinta União Soviética.
        Isso pode estar acontecendo a qualquer um de nós, ou a um de nossos familiares, ou a um conhecido. Mas seja perto ou distante, o que me vem à mente neste momento e me faz ficar consolada é abrir a Bíblia e ler o Salmos 46, que diz:

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;
ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam
Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã.
Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.
O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra.
Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”.

         Temos que confiar em Deus e saber que Ele é o nosso refúgio, Ele é o nosso consolador diante das tristezas e tribulações que passamos nesta vida, clamemos a Deus!

        “Inclina, Senhor, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado [...] Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo [...] Escuta, Senhor, a minhas súplicas. No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes” (SALMOS, 86: 1, 3, 6-7).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. . Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Proteção Divina

        Em muitas situações da vida nos sentimos temerosos, receosos, com o coração cheio de pesar e angustiados, sem saber como agir nas situações que nos cercam em nossa vida. Porém, Deus tem uma palavra maravilhosa para aqueles que pertencem a Ele e eu gostaria de deixá-la para todos que em alguma situação se sentem com o coração desta maneira. Quero que reflitam sobre o versículo e o hino que descreverei logo abaixo, confiem sua vida a Deus!

        “Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo meu, ó Israel, a quem escolhi. Assim diz o Senhor, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda: Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi” (ISAÍAS, 44:1-2). Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (ISAÍAS, 41:10).

Cuidado divino

Não desanimes! Deus proverá!
Deus velará por ti!
Com suas asas te cobrirá, Deus velará por ti.

Deus cuidará de ti!
Na tua dor, com todo amor,
Jamais te deixará!
Deus cuidará de ti!

Se no teu peito vibrar a dor, Deus velará por ti.
Tu já provaste seu grande amor,
Deus velará por ti.

Nos desalentos, nas provações,
Deus velará por ti.
Nas desventuras, nas tentações,
Deus velará por ti.

Como estiveres, não temas, vem!
Deus velará por ti.
Teu Pai bondoso te espera além.
Deus velará por ti.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Isaías. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.


MARTIN, C. D. Cuidado divino. Tradução C. R Siqueira. In: MARRA, Claúdio A. B. (Ed.). Hinário presbiteriano novo cântico. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002. Hino 165.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Problemas e Solução

"tudo posso naquele que me fortalece (FILIPENSES, 3:13)"

Diariamente passamos por diversas dificuldades em nossas vidas. Em muitas dessas circunstâncias que nós enfrentamos nos sentimos fracos e debilitados, nos deixando a ponto de querer abandonar tudo, deixar tudo para trás. Mas, independentemente da situação em que nos encontramos, devemos lembrar que há um Deus que tudo pode realizar por nós, basta entregar a Ele as nossas necessidades, confiar e esperar nEle. No livro de Romanos (8: 31-39) são citado diversos obstáculos que podem surgir na vida de uma pessoa: tribulação, angústia (ansiedade), perseguição (discriminação), fome, nudez (escassez de recursos materiais), perigo ou espada (violência e guerra).  Porém, mais pra frente (8:37) nos é revelado que em todos esses tipos de problemas somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou, que é Cristo Jesus, e que nada pode nos separar do amor de Deus. Ou seja, independente do que aconteça Deus está olhando por nós e cuidando de cada um, mas é necessário entregar o coração a Ele e confiar em seu poder. É importante acreditar que Ele pode transformar sua vida e dar uma solução ao problema que você está passando.

“Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido” (FILIPENSES, 4:6)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA.  Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pés edificados na casa de Deus

“Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!

A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!

O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!

Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.

Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.

Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.

SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!

Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.

Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.

Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia” (SALMOS 84, grifo nosso).


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BÍBLIA. Salmos. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Supervisão Divina

“O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz” (SALMOS, 37:23).

É prudente aos olhos de Deus o homem pedir direção de seus passos no caminho que pecorre nessa terra. Para isso, é correto entregar todos os dias os desejos de seu coração a Deus e pedir que Ele o oriente e faça a vontade dEle na sua vida. Visto que os olhos de Deus “me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (SALMOS, 139:16)”, é Ele quem lhe deve guiar com sua mão e sustentar sua Destra (SALMOS, 139: 10).
Ainda, Deus nos faz uma alerta de que pecamos e estamos sendo arrogantes quando fazemos diversos planos nas nossas vidas sem jamais entregar nenhum sequer diante dEle e sem pedir orientação a Ele. O Senhor repreende-nos sobre essa prática e orienta-nos como devemos fazer, veja o que diz em Tiago (4: 13-17) :

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

É urgente e imediata a necessidade de nós voltarmos a Deus quando pensamos no futuro. Não fazê-lo é pecado. Se dermos mais um passo sem Ele, corremos o risco de caírmos em terrível abismo, porque só a palavra do Senhor pode iluminar o nosso caminho (SALMOS, 119: 105). O hino descrito abaixo demonstra a entrega e a confiança em que Deus dirige os nossos passos e nos guia em todos os caminhos.


As Tuas mãos dirigem o meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minha vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer.

As tuas mãos dirigem meu destino!
Por mim cravadas na sangrenta cruz!
Por meus pecados foram traspassadas,
Bem posso nelas descansar, Jesus!
Nos céus erguidas, sempre intecedendo,
As santas mãos não pedirão em vão;
Ao seu cuidado, em plena confiança,
Entrego a minha eterna salvação.


As Tuas mãos dirigem meu destino,
Acasos para mim não haverá!
O grande Pai vigia o meu caminho,
E sem motivo não me afligirá!
Encontro em seu poder constante apoio,
Forte é Seu braço, insone o Seu amor;
Por fim, entrando na cidade eterna,
Eu louvarei meu Guia e Salvador. Amém.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA. 2 Coríntios. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.


KALLEY, S. P. Direção Divina. In: MARRA, Claúdio A. B. (Ed.). Hinário presbiteriano novo cântico. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002. Hino 163.

sábado, 16 de outubro de 2010

Renascido da dor

Por Júlio Bastos de Araújo

"Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido" (I CRÔNICAS, 4:9-10).

Desde quando éramos criança, quando tropeçávamos, caíamos e ralávamos nossos joelhos, a nossa reação instintiva era colocar uma das mãos sobre o machucado, tentando diminuir a dor provocada por aquele ferimento (de alguma forma milagrosa, talvez). Quando crescemos e experimentamos a dor psicológica, a dor na alma, temos o mesmo instinto: buscar primeiro recursos em nós mesmo para tentar sanar a dor que nos corrói de dentro para fora. Livros de auto-ajuda, campanhas de declaração de vitória, costumes de religiões pagãs, terapia, regressão, remédios, drogas e milhares de outros recursos humanamente possíveis.
Jabez existe na Bíblia em pouquíssimas linhas. Talvez por esse motivo muito já foi inventado sobre ele, mas um fato verdadeiro e marcante é que ele, apesar de ser chamado "Com dores o dei à luz" e de estar em uma época de pouca informação disponível, confiou no Deus soberano e verdadeiro, quando o mais fácil era procurar deuses "mais humanos". Jabez, em sua pequena oração, reconhece o poderio de Deus para abençoar, destruir obstáculos, guiar no caminho correto e livrar do mal externo e interno.
A verdade é que somos provados diariamente pelas dores que sentimos. Seja ela superficial, a dor física, ou profunda, a dor na alma, sentimos dores diariamente. Mesmo que a solução final esteja em uma medicação, em uma terapia ou outros meios, a primeira atitude do cristão deve ser recorrer a Deus, que pode permitir o mal e o único que pode destruí-lo. Sabemos que nada acontece sem a permissão de Deus (MATEUS, 10:29), e a provação da dor sempre serve para nosso amadurecimento (TIAGO, 1:2-4). Jabez, pela ação do Espírito de Deus, entendeu muito bem que devemos buscar "em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça" (MATEUS, 6:33).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


BÍBLIA. Português. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.